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07.08.2020

Professores: Mudanças e Adaptações da Jornada!



Caros professores,

O ano de 2020 se iniciou com tudo, indicando que seria mais um ano como todos os demais. Muitos de nós em férias, viajando por vários lugares diferentes, retorno das aulas e Carnaval. Ouvíamos falar de um vírus novo, mas que estava longe e não acreditávamos que poderia chegar aqui tão cedo. No entanto, de repente, nos vimos em uma situação inédita: nos deparamos com algo jamais imaginada por qualquer um.

Fomos avisados que não teriam mais aulas presenciais. Com isso, surgiram dúvidas e incertezas, não só a respeito do próprio vírus, mas também sobre como serão nossas vidas e rotinas daqui para frente. Como vamos lecionar, não estando na sala de aula? E até quando isso vai ser assim?

“Aí chegou esta pandemia do coronavírus. Quem pode usar o termo ‘viral´ agora sem tremer um pouco? Quem pode olhar para algo mais – um botão de elevador, uma caixa de papelão, um saco plástico vindo do mercado, uma entrega de produto adquirido pela internet no mercado livre ou outros sites – sem imaginá-lo fervilhando com aquelas bolhas indivisíveis, não mortas e sem vida pontilhadas com ventosas à espera de se fixar em nossos pulmões?”, destacou o professor Armando Rasoto.

Nos vimos novamente passando por aprendizados e adaptação à nova realidade; tivemos um grande apoio da FAE para esses novos métodos de ensino, pois não estávamos acostumados; começamos a dar aulas on-line, que não estávamos acostumados, e a utilizar ferramentas que não conhecíamos muito bem. Mas, podemos dizer que absorvemos em poucos dias o que achávamos que seria em anos, não é?

Conforme relata o professor Adriano Toledo, “no momento da parada das aulas, não me preocupei, pois considerava que a suspensão das aulas presenciais seria rápida. Contudo, após a primeira semana, fiquei muito ansioso com a situação. Mas com o relacionamento entre os colegas professores, a facilidade dos cursos e oficinas oferecidas e ainda a boa vontade da maioria dos alunos, as aulas aconteceram e pude trabalhar de uma forma mais tranquila”.

O professor Rasoto afirma que um fato que chamou sua atenção foi “a alegria e descontração de todos os colegas professores, com muita vontade de aprender, entender o novo momento, cada um tentando colocar suas dúvidas e preocupações, mas sentindo apoio e carinho para continuarmos com muita confiança. Esta confiança rapidamente se transformou em força para inovação nas metodologias de ensino”.

Surpreendentemente, ao decorrer do semestre, estávamos dando as aulas como se fossem sempre assim, claro que com algumas dificuldades ainda, mas dominamos essas plataformas e pudemos observar, que os elogios dos alunos, que começamos a receber, reforçavam a ideia que estamos no caminho certo.

Para a professora Naiara Johnsson, “mais do que transmitir conhecimento nas aulas on-line, procurei ter uma boa comunicação com os alunos e, mesmo sendo um momento difícil para todos, procurei sempre incentivá-los e motivá-los quanto aos estudos na disciplina. No decorrer do semestre, fui testando várias ferramentas de aprendizagem e, ao mesmo tempo, recebendo feedback sobre as ferramentas com as quais os alunos melhor adaptavam-se. Procurando, também, sempre contribuir de alguma forma na carreira profissional ou pessoal”.

Sabemos que cada professor adotou técnicas e rotinas próprias. O Professor Luiz Rogério Camargo pode compartilhar as adotadas por ele: “De minha parte, tomei como norte das práticas durante as aulas digitais algumas palavras de ordem. A primeira delas foi COMPREENSÃO: saber que, neste momento atípico, não é possível aplicar os mesmos critérios das aulas presenciais nas aulas on-line [...]”, e “[...] a segunda palavra foi ADEQUAÇÃO: nesse sentido, fiquei mais preocupado em pensar em estratégias que me permitissem passar de modo eficiente aos alunos o conteúdo necessário, mas sem sobrecarregá-los de trabalhos [...]”, e “[...] a terceira foi EMPATIA: sempre que possível, procurei ouvir o que os alunos tinham a dizer, perguntando no que seria possível ajudá-los dentro dos protocolos possíveis. Por fim, procurei manter ainda mais a COERÊNCIA entre o que foi ensinado e o que foi cobrado nas avaliações, flexibilizando processos e abrindo espaço para discussões coletivas nas quais o conhecimento poderia ser construído e assimilado em conjunto”.

A professora Iara Lang preparou vídeos curtos sobre o conteúdo da semana e o aluno precisava assistir os vídeos nos minutos iniciais da aula para que na sequência eu pudesse ministrar a explicação e ele pudesse fazer em aula exercícios do conteúdo. E assim, a professora Iara afirma “[...] de forma mágica eles aprenderam Cálculo Diferencial e Integral, Álgebra Linear e Estatística. Apesar de distante fisicamente, todo esse processo uniu mais os professores e a FAE como um todo”.

O professor Willian Valverde declarou de maneira muito otimista: “com o passar do tempo, e também com a ajuda obtida pelos cursos da FAE, fui aprendendo como organizar melhor a minha aula, minha rotina de trabalho e como produzir um material bom para os alunos. O sentimento é de dever cumprido, de gratidão, de orgulho pela superação e de felicidade pelo retorno recebido. Hoje, com toda certeza, sou um professor melhor e tudo o que aprendi continuarei utilizando em minhas aulas”.

Essa pandemia veio, de certa forma, para nos ensinar também, pois nos ensinou muitas coisas que puderam agregar não só no nosso conhecimento técnico, mas também no nosso humanismo.

Com esses relatos, a FAE gostaria de agradecer a todos os professores pela dedicação que estão tendo nesse momento. E se você também tiver um depoimento motivador e quiser compartilhar com os demais colegas, nos envie para que possamos nos motivar cada vez mais!


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