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16.10.2018

FAE Social: Em prol de um humanismo solidário


Por Frei Claudino Gilz, coordenador do progama FAE Social
Por Frei Claudino Gilz, coordenador do progama FAE Social
A educação é, antes de tudo, um modo de acolher, sentir, amar e promover a formação integral do ser humano. A educação no âmbito do ensino superior é uma das etapas em que mais se procura oportunizar e consolidar o pleno desenvolvimento do ser humano por meio de uma formação acadêmica, relacional, profissional, socioeducativa e religiosa. A FAE Centro Universitário tem se distinguido consideravelmente já há mais de seis décadas em relação a esse ideário universitário e formativo, mobilizando seus alunos a fazer novas leituras da realidade e, principalmente, a estender a mão aos mais necessitados. O FAE Social conta com várias ações sendo desenvolvidas por professores e alunos de diferentes cursos no âmbito do ensino, da pesquisa e da extensão voltadas a essa finalidade socioeducativa.

Os pilares do programa FAE Social

A missão assumida pela FAE de "educar para a promoção de uma sociedade justa, sustentável e feliz" encontra-se, por assim dizer, alinhada ao ideário de São Francisco de Assis cujo coração, há mais de 800 anos, estava todo voltado para ver, ouvir e servir os pobres. É em São Francisco de Assis que o FAE Social se inspira e ousadamente alinha cada uma das ações que almeja desenvolver em prol de um humanismo cada vez mais solidário, alicerçadas em pelo menos quatro pilares:

1.º) o interior consigo mesmo;
2.º) o solidário com os outros;
3.º) o cuidado do meio ambiente;
4.º) e o espiritual com Deus.

É com base nesses quatro pilares que o FAE Social busca oportunizar, aos menos favorecidos da sociedade, ações capazes de contribuir para a minimização das desigualdades, das fraturas sociais e dos problemas ambientais; ações voltadas à defesa e promoção dos direitos humanos, à igualdade étnico-racial, à valorização da diversidade, ao cuidado do meio ambiente, da memória cultural, da produção artística e do patrimônio cultural; ações, enfim, de inclusão e empreendedorismo para a melhoria das condições de vida da população. Eis por que o FAE Social visa contribuir para a conscientização da comunidade acadêmica universitária em prol do desenvolvimento de atividades de cunho socioeducativo no âmbito do ensino, da pesquisa e da extensão, a modo de contraponto às inquietações que eclodem do atual contexto que vivemos: contexto esse marcado pela cultura do descarte, pela contaminação das fontes de água (poluição), pela deterioração da qualidade da vida humana e da biodiversidade, pela degradação social alimentada pela corrupção e pela falta de ética, pela insensibilidade com os mais pobres e marginalizados, pelas polarizações políticas, pelas oscilações econômicas e pela globalização de determinados problemas (o desemprego, a exclusão social, o empobrecimento de uma significativa parcela da população, a relativização de referenciais humanos e religiosos, entre outros).

Educar para a "promoção de uma sociedade justa, sustentável e feliz" significa, nesse sentido, formar pessoas comprometidas com a melhoria das mazelas do meio social em que estão inseridas, a ponto de equalizar qualidade acadêmica, diálogo entre o ensino, a pesquisa e a extensão, articulação entre a teoria e a prática. Por meio da ampliação de uma cultura universitária voltada para o desenvolvimento do humanismo solidário, espera-se que a FAE, cuja missão está pautada no legado de Francisco de Assis, contribua para a transformação da realidade, nela intervindo de diferentes maneiras.

Frei Claudino Gilz
Coordenador do FAE Social


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