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03.11.2014

Global Immersion Program


Alunos do MEP relatam suas experiências em Singapura e nos Emirados Árabes.
Alunos do MEP relatam suas experiências em Singapura e nos Emirados Árabes.
Sete empresas, distribuídas por dois países, em 10 dias. Esses foram os números da viagem dos alunos de Administração em Período Integral (MEP) neste mês. Nesta edição do Global Immersion Program, o grupo visitou Singapura e Emirados Árabes. Confira o relato dos acadêmicos Helena Cintra e Rafael Holtz sobre essa experiência:

Como vocês comparam a expectativa que vocês tinham em relação à viagem ao que vocês realmente vivenciaram?
A viagem superou - e muito - nossas expectativas. Em primeiro lugar pela escolha dos destinos, dois países cosmopolitas e bastante ocidentalizados, nos quais ainda conseguimos observar suas raízes culturais e como elas interferem na maneira em que fazem negócios. Foi interessante perceber que, apesar da falta de recursos e das adversidades, ambos os países conseguiram desenvolver-se muito nos últimos 30, 40 anos, tornando-se centros financeiros e turísticos, atingindo vantagens competitivas globais.

São países planejados para o longo prazo e preparados para o futuro. Entender o processo de desenvolvimento e estabelecimento na economia mundial foi algo muito construtivo. Além disso, também foi importante conhecermos os fatores que causaram esse crescimento, como os investimentos em educação, em infraestrutura, em ambientes atrativos às empresas e a valorização de seu povo e de suas tradições.

Qual foi o momento mais marcante da viagem?
A visita à Spring, um órgão do governo de Singapura que promove o empreendedorismo e a inovação em pequenas e médias empresas. Ali, pudemos perceber o verdadeiro espírito do país: suas bases e suas dificuldades; o ambiente em que está envolvido e, principalmente, suas vantagens competitivas construídas ao longo do tempo. Foi um momento em que percebemos também como as coisas de fato funcionam, desde os módulos de investimento até a administração pública, passando por temas como o sistema de metrô ou o controle civil, algo que é muito diferente do Brasil.

Qual foi a maior contribuição para a formação acadêmica de vocês?
Foi observar como a teoria acadêmica funciona na prática profissional, as estratégias globais das multinacionais, seus posicionamentos de marketing e suas áreas financeiras, por exemplo. Além disso, a experiência internacional agregou conhecimentos que estimulam nossa opinião crítica e o questionamento de práticas cotidianas. Essa visão mais ampla possibilita a nós, alunos, não só um questionamento ambiental e social, mas também um questionamento pessoal interno quanto ao nosso plano de carreira e de vida. Em geral, quando você está exposto “ao mundo” , fora da sua zona de conforto, você passa a se identificar com sua própria identidade, algo que é extremamente importante para uma formação acadêmica sólida e direcionada.

E para a formação profissional?
Foi importante termos uma introdução à experiência corporativa, fazer as reuniões, conhecer as empresas, conversar com os executivos e descobrir suas experiências de trabalho e de vida. Outra ponto de destaque foi entender um pouco mais sobre as operações globais de cada companhia e o papel de cada pessoa nesse processo. Isso abriu muito nossa cabeça sobre quais caminhos podemos seguir no futuro, quantas portas podem se abrir, com o que podemos trabalhar. O direcionamento de carreira é fundamental para isso, para conhecer até onde podemos chegar e quem podemos ser no futuro. Assim, começamos a realizar ações no presente que nos ajudam nas decisões para construirmos caminhos sólidos.


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