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30.01.2019

Você conhece a Ciência da Felicidade?


Estudos chamam atenção para os efeitos positivos provocados no corpo e na mente de pessoas felizes
Estudos chamam atenção para os efeitos positivos provocados no corpo e na mente de pessoas felizes
 Mais do que um sentimento, ou uma sensação, felicidade é uma ciência. Uma das descobertas mais importantes da psicologia positiva – feita pela cientista Sonja Lyubomirsky, da University of California – revelou que a felicidade é a causa do sucesso. Isso significa que, quando as pessoas estão felizes, elas alcançam seus objetivos com mais facilidade. Outra comprovação da ciência é o fato de que a felicidade libera hormônios, como a ocitocina, que aumentam a capacidade cognitiva. Pensando nisso, a FAE Business School assumiu a responsabilidade de ser a primeira instituição de ensino do Brasil a lançar a disciplina Ciência da Felicidade, totalmente pautada em comprovações científicas.

“A disciplina de felicidade, idealizada pelo professor Luiz Gaziri na FAE Business School, é a primeira do Brasil a ofertar insights e soluções para os problemas do dia a dia com base na ciência, que irão ajudar os alunos a terem vidas mais alegres, saudáveis e satisfatórias.”, afirma o cientista e professor Grant Donnelly, da Ohio State University, que, ao lado de grandes nomes da Ciência da Felicidade, como Mike Norton e Ryan Howell, realizou pesquisas em instituições como Harvard Business School e San Francisco State University.

“As descobertas da ciência sobre a felicidade são extremamente significativas”, conta o Prof. Luiz Gaziri, que também atua como consultor organizacional e palestrante e que, para desenvolver a disciplina de felicidade, visitou os principais cientistas da área em universidades como Harvard, Stanford, University of North Carolina, NYU e muitas outras.

O que a felicidade traz

Segundo Gaziri, muitas descobertas da ciência comprovam que pessoas felizes são mais satisfeitas com suas vidas, relacionam-se melhor, aproveitam mais o presente, gostam mais de si mesmas, têm poucos sinais de depressão, têm menos expressões de genes relacionados a inflamações no organismo (que são causa de qualquer doença), são mais otimistas, entendem melhor o propósito de suas vidas, constroem melhores hábitos mentais, têm interações sociais de mais qualidade, são mais resilientes, apresentam menores níveis de hormônios relacionados ao estresse, têm sistemas imunológicos melhores, sofrem menos de pressão alta, têm menos dores e menor probabilidade em ficar gripadas, dormem melhor, apresentam poucas chances de desenvolver hipertensão, diabetes, infarto e, não surpreendentemente, vivem mais.

A felicidade também tem efeitos positivos no ambiente de trabalho. Um estudo realizado pelo Center for Positive Organizational Scholarship, da Universidade da Califórnia, mostra que um trabalhador feliz é, em média, 31% mais produtivo, três vezes mais criativo e suas vendas são 37% mais elevadas, em comparação com outros. “Poucas pessoas conhecem essas descobertas e continuam não levando sua felicidade a sério”, afirma Gaziri.

Equilíbrio entre pessoal e profissional
Uma pesquisa realizada pela Right Managent (consultoria norte-americana de Recursos Humanos) mostrou que o nível de produtividade dos funcionários pode aumentar em até 50% em organizações que investem no bem-estar e no estímulo positivo de seus colaboradores. Mas, apesar dos esforços de empresas, especialistas são unânimes em afirmar que a felicidade depende exclusivamente do indivíduo. “Tudo isso está ligado ao propósito. Se a minha fonte de felicidade é o meu propósito e o meu trabalho está alinhado a esse propósito, é natural que eu me comprometa e desempenhe muito melhor meu trabalho do que se ele fosse apenas o meu ganha-pão", afirma o diretor FAE Business School, José Vicente Cordeiro.

Para se tornar um líder feliz, é importante a pessoa fazer o que gosta alinhado ao propósito de vida. “Isso também viabiliza um nível de comprometimento quase que espiritual com o trabalho, no sentido de que eu me comprometo, mas não deixo que esse compromisso atrapalhe minha vida pessoal”, aponta Vicente. Quando o líder tem essa experiência pessoal, ele pode transmiti-la para seus liderados por meio de exemplo. “Se os liderados começarem a atuar no que gostam e alinharem seus trabalhos a seus propósitos de vida, também poderão desempenhar suas tarefas de forma similar”, conta o diretor, que aponta o módulo de Ciência da Felicidade como uma oportunidade de virar a chave e passar a enxergar a vida e a carreira de outra forma.

Felicidade e propósito
A ciência atesta que, para se obter a felicidade plena – duradoura e conquistada a longo prazo – é preciso se expor a emoções positivas: alegria, gratidão, serenidade, interesse, esperança, orgulho, diversão, inspiração, fascínio e amor.

Saiba como fazer escolhas felizes, de acordo com Luiz Gaziri:
  • Parar de acreditar que felicidade é ser rico e passar a agradecer pelo que temos.
  • Gastar o dinheiro com boas experiências, como viagens, jantares e passeios.
  • Reconhecer e ajudar aos outros, em vez de ficar esperando reconhecimento e ajuda.
  • Parar de mergulhar a cabeça no smartphone e estar verdadeiramente com as pessoas ao seu redor.
  • Caprichar em todas as interações que temos no dia a dia.
  • Ser gentil e praticar atos de bondade.
  • Evitar notícias e pessoas negativas, bem como buscar emoções positivas.
  • Pensar positivo e negativo. Precisamos saber das dificuldades que iremos enfrentar no caminho para termos sucesso nos nossos objetivos. Nada conquistamos apenas desejando algo com frequência ou pensando positivo. Para conquistar qualquer coisa, temos de agir.

Donnelly explica que “quando se trata da busca pela felicidade, as pessoas geralmente são guiadas pela própria intuição, mas as pesquisas científicas revelam que essas intuições estão frequentemente erradas”. A disciplina Ciência da Felicidade irá ajudar os alunos que estão perdidos no caminho — por estarem procurando a felicidade nos lugares errados e, dessa forma, conquistando poucos benefícios a longo prazo. Esses alunos irão aprender os princípios básicos da felicidade — incluindo como aproveitar e gerenciar seu tempo e dinheiro, como tomar melhores decisões para sua saúde e outros hábitos simples, que podem ser facilmente implementados para mudanças duradouras na felicidade, tudo com base na ciência.

Compactuando com o ponto de vista do pesquisador americano, o professor Gaziri complementa: “é importante lembrar que a felicidade é uma conquista de longo prazo. Muitas vezes, as ações que nos trazem felicidade não são exatamente prazerosas no momento, porém, a longo prazo, nós as capitalizamos em felicidade verdadeira”, conta Gaziri, que abordará todos os tópicos aqui abordados em suas aulas no módulo “Ciência da Felicidade.

A disciplina pode ser cursada avulsa, sem a necessidade de fazer um curso completo. Mais informações aqui.

Esse conteúdo foi publicado no Carreira e Futuro, do G1 Paraná.






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