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01.11.2018

Você está na indústria 4.0!


A iniciativa Conexão FAEx promoveu uma palestra com o pesquisador do ITA, Samuel Bloch da Silva, para falar sobre o tema
A iniciativa Conexão FAEx promoveu uma palestra com o pesquisador do ITA, Samuel Bloch da Silva, para falar sobre o tema
O que é indústria do futuro? Esqueça todas as ideias de um ambiente cibernético distante da realidade atual. Em vários lugares do mundo, as máquinas já são parte da rotina e atuam junto aos colaboradores, a partir de informações fornecidas em tempo real. A quarta revolução industrial ou a chamada indústria 4.0 já começou. E para falar sobre o tema, o Programa de Relacionamento com Ex-alunos FAE (FAEx) trouxe o pesquisador do ITA e egresso da FAE, Samuel Bloch da Silva.

Para Samuel, é válido lembrar que não apenas indústrias e profissionais da área da engenharia devem ficar atentos ao assunto, mas qualquer profissional. Confira as dicas do pesquisador para se adaptar e atuar na nova era.

Qual a principal dúvida dos profissionais com relação à indústria 4.0?
Imaginar que essa é uma indústria do futuro, pois ela já é do presente. Nós é que não percebemos no nosso dia a dia, pois já estamos cercados de tecnologia e elementos inteligentes que nem nos damos conta.

Ela está presente apenas no mercado da tecnologia/engenharia?
A indústria do futuro permeia todas as profissões. Não existirá no mundo uma profissão sequer que não será afetada, pois a indústria 4.0 tem um conceito de computarização.

Como funciona a computarização?
Computorizar é transformar tudo que é analógico em digital, algo que já fazemos. Acontece que essa computarização vai chegar a um nível extremo, pois a tecnologia começa a viabilizar robôs, algoritmos e processamentos para as funções clássicas, funções cujas ações são de repetição.

Quais profissionais serão mais afetados?
Funções de baixa especialização e de atividades repetitivas são as primeiras a saírem de campo naturalmente, em uma escala que não vemos ainda, como em indústrias, mas que ocorre. Um exemplo são as fintechs que já orientam as pessoas sobre finanças e ações sem passar por um gerente.
As profissões mais complexas vão demorar um pouco mais para serem afetadas, mas também sentirão essa mudança.

Como um gestor/líder de equipe pode se adequar?
Um gestor hoje precisa olhar para o conjunto de atividades que desenvolve e notar as que são repetitivas, pois efetivamente em breve não haverá um grupo de pessoas fazendo essas tarefas, elas serão robotizadas.
Então o que nós, profissionais, devemos fazer é olhar o cenário e começar dentro da nossa área de atuação a procurar onde efetivamente agregamos mais valor que uma máquina e então trabalhar nisso. É o que nesse campo de estudo chamamos de inteligência social, criatividade, percepção e manipulação. Essas ações são mais difíceis e não desenvolvidas na robótica.

Robôs e humanos já atuam em harmonia?
Entre os japoneses, humanos e robôs já trabalham em conjunto; é o que eles chamam de autonomação. Autonomação é a integração da automação com um toque humano. Os robôs executam as tarefas repetitivas e nós as de cognição.



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