09.07.2026

O que faz a vivência universitária ser decisiva na formação?


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Entenda o que faz a vivência universitária ser decisiva na formação e como as experiências da graduação preparam o aluno para a profissão.
Entenda o que faz a vivência universitária ser decisiva na formação e como as experiências da graduação preparam o aluno para a profissão.

O que faz a vivência universitária ser decisiva na formação é a possibilidade de compreender a profissão enquanto o conhecimento ainda está sendo construído. Ao participar de projetos, pesquisas e outras atividades acadêmicas, o aluno percebe onde o conteúdo estudado pode ser aplicado e começa a entender as responsabilidades envolvidas na área que escolheu.

A graduação oferece a base necessária para o exercício profissional. Entretanto, a maneira como cada estudante vive esse período interfere no que ele levará para depois do diploma. As aulas orientam o aprendizado, enquanto as experiências dentro e fora da sala ajudam a relacionar esse conhecimento às situações que encontrará no trabalho.

Por isso, duas pessoas que concluem o mesmo curso podem sair da faculdade com trajetórias bastante diferentes. Uma delas pode ter concentrado sua rotina nas disciplinas previstas. A outra talvez tenha participado de um projeto de extensão, convivido com profissionais da área ou descoberto uma possibilidade de carreira durante o estágio.

Embora recebam o mesmo diploma, elas não terão vivido a mesma graduação. As experiências escolhidas ao longo do curso influenciam a maneira como cada estudante conhece a profissão, identifica seus interesses e se prepara para iniciar a carreira.

Qual a importância da extensão universitária para a formação dos alunos?

A extensão universitária cria uma relação entre a instituição de ensino e a sociedade. Por meio dela, o conhecimento produzido na faculdade chega a comunidades, organizações e serviços que apresentam necessidades concretas. Ao mesmo tempo, o contato com essas realidades leva novas perguntas para o ambiente acadêmico.

Esse trabalho pode ocorrer em clínicas-escola, escritórios-modelo, ações sociais, projetos de educação ou iniciativas desenvolvidas com empresas e organizações públicas. Participando dessas atividades, o estudante precisa compreender a situação antes de propor uma resposta. Assim, ele percebe que uma solução tecnicamente correta também precisa considerar quem será atendido e as condições em que será aplicada.

A extensão faz parte das diretrizes da Educação Superior brasileira. Segundo o Conselho Nacional de Educação, essas atividades devem integrar o currículo e promover uma interação transformadora entre as instituições de ensino e outros setores da sociedade.

Na FAE, essa relação com a comunidade ocorre por meio de serviços e projetos desenvolvidos em diferentes cursos. No Amansando o Leão, alunos de Ciências Contábeis, acompanhados por professores, oferecem orientação gratuita à população sobre a declaração do Imposto de Renda. Já a Consultoria Solidária permite que estudantes atendam micro e pequenos empresários, analisando as necessidades de cada negócio e propondo caminhos nas áreas de gestão, finanças ou marketing.

A instituição também mantém espaços de atendimento, como a Clínica de Psicologia (PsicoFAE), o Escritório de Direito (Núcleo de Prática Jurídica da FAE), a Agência de Comunicação (Talento) e o Escritório de Design (Officio Design). Ao participar dessas atividades, o estudante aplica o conhecimento do curso diante de uma demanda real e compreende a responsabilidade envolvida no serviço prestado.

Por que a pesquisa é importante para a formação universitária?

Pesquisar ensina o estudante a não se contentar com a primeira resposta encontrada. Antes de chegar a uma conclusão, ele precisa definir o que deseja investigar e conferir se as informações consultadas realmente ajudam a responder à pergunta proposta.

Com a iniciação científica, esse processo é acompanhado por um professor. Enquanto desenvolve o estudo, o aluno aprende a organizar o raciocínio e a explicar de onde vieram suas conclusões. Escrevendo o trabalho, também percebe quando uma afirmação ainda precisa de evidências.

Esse aprendizado permanece útil mesmo quando o estudante pretende seguir carreira fora do ambiente acadêmico. Em qualquer profissão, é comum encontrar problemas que exigem análise antes de uma decisão. Por isso, é  importante saber diferenciar uma impressão de uma informação comprovada.

Na FAE, o Programa de Apoio à Iniciação Científica (PAIC) incentiva alunos da graduação e professores a desenvolverem projetos de pesquisa. O programa é promovido pelo Núcleo de Pesquisa Acadêmica (NPA), que também mantém grupos de estudo em diferentes áreas do conhecimento.

Como a vivência universitária contribui para o desenvolvimento profissional?

A graduação prepara o estudante para a profissão quando cria oportunidades para que ele use o que aprendeu antes de concluir o curso. Ao lidar com uma demanda concreta, surge a necessidade de interpretar informações que nem sempre chegam organizadas. É nessa passagem entre compreender um conceito e decidir como aplicá-lo que o aprendizado começa a ganhar relação direta com o trabalho.

Projetos reais e desafios profissionais

Um projeto real envolve condições que precisam ser respeitadas e pessoas que serão afetadas pelo resultado. Por isso, o estudante precisa fazer escolhas, testar a proposta e corrigir o percurso quando percebe que a solução imaginada não atende à necessidade apresentada.

Na FAE, os Labs são disciplinas práticas voltadas à criação de projetos relacionados a desafios de empresas, comunidades ou organizações. Os alunos acompanham esse processo desde a identificação do problema até o planejamento e a execução da proposta, compreendendo como uma ideia pode ser desenvolvida para atender a uma situação real.

Já o FAE LAB reúne espaços destinados à experimentação, nos quais estudantes de diferentes cursos podem desenvolver projetos e testar soluções. Essas experiências ajudam a relacionar o conteúdo das disciplinas às situações encontradas na profissão, que nem sempre apresentam respostas prontas.

Quer uma graduação em que o contato com situações reais começa desde os primeiros semestres? Conheça os cursos de graduação da FAE e descubra as opções disponíveis em Curitiba e São José dos Pinhais.

Estágios e contato com empresas

Durante o estágio, atividades que pareciam abstratas ganham contexto. O estudante acompanha rotinas, observa como as decisões são tomadas e compreende quais conhecimentos ainda precisa aprofundar. Também começa a reconhecer as funções com as quais tem maior afinidade.

Há situações em que o estágio mostra que uma atividade é diferente do que o aluno imaginava. Essa descoberta permite rever planos enquanto ele ainda está na graduação e buscar experiências mais próximas dos próprios interesses.

Também na FAE, o Núcleo de Empregabilidade (NEP) atende alunos e ex-alunos, divulga oportunidades e oferece orientação para a participação em processos seletivos. Dessa maneira, o contato com empresas pode começar enquanto o estudante ainda está definindo os rumos da carreira.

Liderança e tomada de decisão

A liderança começa a ser exercitada quando o estudante assume responsabilidade por uma etapa do trabalho e contribui para que o grupo consiga avançar. Dependendo da atividade, ele também precisa apresentar uma proposta e explicar as razões que orientaram suas escolhas.

Como os colegas possuem maneiras diferentes de pensar e trabalhar, surgem divergências que precisam ser resolvidas. O aluno aprende, então, a defender uma ideia sem ignorar o que os outros têm a dizer. Ao rever uma decisão diante de um argumento melhor, compreende que liderar também envolve escuta.

Como a faculdade pode ajudar no processo de aprendizagem?

A faculdade ajuda quando o estudante participa ativamente do aprendizado. Em estudos de caso, simulações e projetos, o professor orienta, enquanto o aluno busca uma resposta usando o conteúdo estudado.

Quando encontra uma dificuldade, ele consegue perceber qual parte do assunto ainda precisa compreender. Corrigindo a proposta e tentando outro caminho, acompanha o próprio raciocínio e passa a estudar com maior autonomia. Esse cotidiano também favorece habilidades que serão usadas depois da graduação.

Comunicação

Ao apresentar um trabalho, o aluno precisa organizar o que deseja dizer considerando quem vai ouvi-lo. Com o tempo, aprende a explicar uma ideia com clareza e a ajustar a linguagem conforme a situação.

Trabalho em equipe

Os projetos em grupo mostram que cada pessoa possui um ritmo e uma maneira de trabalhar. Para que o resultado apareça, os participantes precisam combinar responsabilidades e conversar quando algum obstáculo interfere no andamento da atividade.

Liderança

Assumir a condução de uma etapa permite que o estudante exercite a liderança antes de ocupar uma função profissional. Ele aprende a orientar o trabalho sem perder de vista o que foi acordado com os colegas.

Organização

Como as disciplinas acontecem ao mesmo tempo, o aluno precisa acompanhar entregas e materiais de estudo. A organização surge dessa necessidade de saber o que precisa ser feito e em qual momento.

Inteligência emocional

A faculdade traz situações que despertam ansiedade, frustração ou insegurança. Percebendo como reage a elas, o estudante pode encontrar maneiras mais adequadas de lidar com a pressão e de conversar quando há um conflito.

Criatividade

A criatividade aparece quando uma resposta conhecida não resolve o problema. Nesses momentos, o aluno precisa relacionar conteúdos e experimentar outra maneira de desenvolver a proposta.

Gestão do tempo

Conciliar aulas e projetos exige que o estudante calcule quanto tempo cada atividade vai consumir. Essa percepção ajuda a estabelecer prioridades e reduz a dependência dos prazos de última hora.

Adaptabilidade

Um projeto pode mudar depois da orientação do professor ou do retorno de quem será atendido. Ao ajustar o trabalho sem abandonar o objetivo, o aluno desenvolve a capacidade de lidar com mudanças.

Capacidade analítica

Comparando fontes, interpretando dados e conferindo informações, o estudante aprende a examinar um problema antes de chegar a uma conclusão. Assim, suas decisões passam a ter uma justificativa mais clara.

Negociação

Em um trabalho coletivo, nem todas as ideias podem ser executadas ao mesmo tempo. Negociar significa ouvir as propostas apresentadas e construir um acordo que permita ao grupo seguir em frente.

De que maneira o networking construído na faculdade abre portas no mercado?

O networking começa na convivência. Um colega que conhece a qualidade do seu trabalho pode se lembrar de você quando surgir uma vaga. Um professor pode indicar um evento ligado à área ou aproximá-lo de um projeto. Da mesma maneira, o contato com ex-alunos e profissionais convidados ajuda a entender como diferentes carreiras foram construídas.

Essa rede, porém, não deve ser tratada apenas como uma procura imediata por emprego. Relações profissionais duradouras se formam quando há troca. Participar das atividades, cumprir os compromissos assumidos e demonstrar interesse pelo trabalho dos outros cria uma presença que será lembrada mais tarde.

Eventos acadêmicos e projetos com empresas favorecem esses encontros porque colocam o estudante em contato com pessoas que talvez não conhecesse apenas frequentando as aulas. Conversas iniciadas nesses espaços podem resultar em um estágio ou em uma parceria futura, embora o primeiro efeito costume ser outro: conhecer melhor o campo em que se pretende atuar. 

Como a vivência universitária influencia a empregabilidade?

A empregabilidade depende de como o conhecimento adquirido pode ser usado diante de uma situação profissional. Por isso, as experiências vividas durante a graduação ajudam o estudante a mostrar o que já sabe fazer.

Um projeto pode se tornar parte do portfólio. A pesquisa demonstra que o aluno sabe investigar um assunto com método. Já a extensão revela que ele teve contato com demandas que existem fora da instituição. Quando essas experiências aparecem no currículo, o recrutador encontra referências para compreender como o candidato trabalha.

A dissertação “Vivências acadêmicas: análise de fatores que interferem na experiência universitária”, desenvolvida por Juliana Sonego Goulart na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM),  ouviu 287 universitários. Entre os participantes, 78,4% acreditavam que poderiam concretizar seus valores na profissão escolhida, enquanto 77% consideravam que o curso possibilitaria realização profissional. A dimensão ligada à carreira apresentou a maior média entre os aspectos avaliados no estudo.

Os dados indicam que a experiência universitária influencia a forma como o estudante enxerga a carreira e se prepara para ingressar no mercado. Ao conhecer melhor a profissão durante o curso, ele consegue identificar áreas de interesse, explicar com mais clareza o que aprendeu e apresentar experiências que ajudam a diferenciá-lo em um processo seletivo.

Como escolher uma universidade que ofereça uma vivência universitária completa?

Antes da matrícula, analise a matriz curricular e procure entender como as disciplinas são desenvolvidas. É importante saber em que momento os estudantes começam a trabalhar com situações relacionadas à profissão e como esses projetos são orientados.

Em seguida, observe também como a infraestrutura é usada. Um laboratório contribui para o aprendizado quando suas atividades fazem parte da proposta pedagógica do curso. Por isso, procure descobrir o que os alunos desenvolvem nesses espaços e com que frequência os utilizam.

Também verifique se a instituição oferece pesquisa, extensão e contato com empresas. Essas experiências ajudam o estudante a conhecer áreas de atuação que talvez ainda não estivessem em seus planos. O apoio à carreira e os programas internacionais também devem ser considerados de acordo com os objetivos de quem está escolhendo.

Converse ainda com estudantes e professores. Pergunte como os projetos funcionam e quais atividades acontecem fora das aulas. As respostas ajudam a perceber se aquilo que aparece na divulgação está presente no dia a dia.

Na FAE, os alunos participam de projetos relacionados à profissão desde os primeiros semestres e contam com serviços de extensão, pesquisa e apoio do Núcleo de Empregabilidade. Por meio do Núcleo de Relações Internacionais (NRI), a instituição também mantém convênios no exterior e possibilidades de dupla ou tripla diplomação em cursos específicos.

A faculdade termina quando a aula acaba?

A aula é parte central da graduação, porque organiza o conhecimento que dá base à profissão. Porém, muitas descobertas acontecem quando esse conteúdo encontra uma situação que ainda precisa ser compreendida.

É nesse momento que a vivência universitária se torna decisiva. Participando de um projeto, o estudante começa a observar como trabalha. Ao pesquisar, percebe que uma pergunta pode mudar o rumo de uma análise. No estágio, entende melhor a profissão escolhida. Convivendo com outras pessoas, aprende que uma resposta precisa ser explicada e, algumas vezes, revista.

Ao escolher uma universidade, portanto, procure saber que experiências existirão entre o ingresso e o diploma. São elas que ajudarão a transformar os anos de estudo em uma trajetória que tenha relação com o futuro que você pretende construir.

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