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01.12.2015

Transmitir Conhecimento


Segundo dia aborda valores franciscanos na educação.
Segundo dia aborda valores franciscanos na educação.
Sob o eixo temático “Transmitir Conhecimento” começou o segundo dia do Congresso Franciscano, em Curitiba. A primeira palestra “Desafios da modernidade à Educação Franciscana”, foi ministrada por Alberto da Silva Moreira - coordenador do Núcleo de Estudos Avançados em Religião e Globalização na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO). Alberto é doutor em Teologia Fundamental, PhD em Ciências da Religião e Gastprofessor da Rheinisch-Westfälische Technische Hochschule de Aachen na Alemanha.

Durante sua palestra, foram abordados alguns dos objetivos da educação franciscana na sociedade atual. Divididos entre desafios econômicos, sociais, políticos, ambientais, culturais e religiosos, Alberto discursou sobre a relação da sociedade com a mídia, que impõe e pressiona. “É preciso estar atento às mudanças percebidas nos jovens - a pressão consumista sobre eles é forte e, quase sempre, irresistível”, cita.

Segundo o especialista, a educação franciscana pode ser o início da mudança que a sociedade precisa. “Reforçar a ligação afetiva dos jovens com a sua comunidade local, sem pregar a cultura de gueto, desenvolver estratégias que aproveitem seu fascínio pela estética e transformá-lo em algo maior, e educar para a solidariedade, são atitudes essenciais na educação franciscana pós-moderna”, conclui.


A segunda palestra na manhã desta terça-feira no Congresso Franciscano foi ministrada pelo secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Steiner. O encontro teve como tema central os modelos de educação utilizados atualmente nas instituições de ensino, bem como as características do ensino franciscano. Dom Leonardo é filósofo, teólogo, mestre e doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Antoniana, em Roma.

O secretário-geral da CNBB deu início à sua palestra propondo uma avaliação dos modelos educacionais impostos atualmente. Segundo o teólogo, educar, atualmente, é apenas informar, passar dados e modelar os educandos, não despertando assim o senso de responsabilidade e sociabilidade. “A vida é mais do que disciplina, e o ser humano é bem mais do que um mero acúmulo de dados”, explica.

Durante a apresentação, Dom Leonardo falou sobre a educação franciscana como um agente de transformação da sociedade consumista, através da propagação de valores hoje esquecidos, como gratidão, humildade, solidariedade e amor ao próximo. “O educador Franciscano se destaca por possuir um olhar diferenciado, que ultrapassa a atmosfera pessoal, e foca em uma visão muito mais abrangente e global. O mais bonito do mundo é que as pessoas não são sempre iguais – e elas ainda não foram terminadas”, finalizou.

Contando com o apoio do Colégio Bom Jesus, da FAE Centro Universitário, da Universidade São Francisco, da Conferência dos Frades Menores do Brasil (CFMB) e do Instituto de Filosofia São Boaventura, o Congresso Franciscano continua até quinta-feira (03).



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