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04.09.2014

História interessante de um grande aprendizado


Ex-aluno da Pós FAE relata como foi a experiência de estudar no MIT, um dos Institutos mais seletivos do mundo.
Ex-aluno da Pós FAE relata como foi a experiência de estudar no MIT, um dos Institutos mais seletivos do mundo.
Guilherme Veloso de Aguiar, engenheiro civil, cursou a Pós-Graduação em Planejamento e Gestão de Negócios da FAE e fez mestrado em uma das escolas mais seletivas do mundo, em que menos de 9% dos alunos que se inscrevem conseguem uma vaga, o Massachusetts Institute of Technology (MIT). Hoje, Aguiar gerencia projetos de implantação na América Latina para a TMC, uma divisão da C. H. Robinson, uma das maiores empresas de logística terceirizada do mundo. Para ele, o segredo do sucesso acadêmico e profissional está baseado em três fatores: boas notas no ensino superior, experiências profissionais interessantes e uma boa dose de sorte.

MIT

O programa que Guilherme cursou no MIT é um mestrado bastante intenso que dura apenas 10 meses, incluindo o projeto final. Para entrar no Instituto, Guilherme relata a importância de ser um candidato completo e entender o processo de candidatura. “O processo para se candidatar é longo e requer preparação: entre estudar para as provas exigidas, escrever as redações e fazer as entrevistas, eu levei cerca de 10 meses”.

O mestrado no exterior também exige adaptação de rotina. “O meu período lá foi, sem dúvidas, o desafio acadêmico mais intenso que eu já enfrentei pela grande quantidade de leituras, trabalhos e atividades fora de sala de aula e pela expectativa de alto desempenho”, afirma Aguiar. A coordenadora do Núcleo de Relações Internacionais da FAE, Areta Ulhana Galat, confirma as informações: “O MIT exige uma preparação completa. Não basta ser bom aluno. É necessário aliar as excelentes notas, com a experiência profissional e o perfil pessoal. É um grande desafio”.

Sobre a importância da experiência profissional durante a seleção, Guilherme relata que a relevância depende do tipo de curso que se pretende fazer. “Para um MBA, por exemplo, a experiência profissional é fundamental e constitui um dos principais critérios de seleção”, explica. Segundo ele, para os cursos voltados a pesquisa ou um PhD, a importância pode diminuir um pouco em favor do talento acadêmico. “Não existe regra: o importante é ter histórias interessantes para contar que demonstrem grandes aprendizados”.

A união entre academia e indústria no MIT, rendeu a Guilherme o projeto final patrocinado pela C.H. Robinson Worldwide. Seu projeto desenvolveu um modelo para o cálculo de emissões de carbono de cargas fracionadas. O resultado foi a oportunidade profissional que Guilherme está vivenciando. Ele irá passar um ano em Chicago em um regime que combina trabalho e treinamento, para, na sequência, trazer este conhecimento para o Brasil e auxiliar na expansão das atividades da empresa na América Latina.

Dicas

“Acredito que complementar minha formação de Engenheiro Civil com o conhecimento mais aprofundado em gestão, que obtive na pós da FAE deu muito certo. Ter contato com grandes mestres também foi essencial”, comenta Guilherme. “Deixo meu agradecimento especial ao grande Ruy Sant´Ana”.

Para ele, as melhores dicas para aqueles que acabaram de se formar é assumir riscos e responsabilidades cedo, além de ter planos, mas ser flexível. “Procure se envolver em atividades que pareçam mais difíceis do que você está imediatamente preparado para resolver ou em projetos que pareçam grandes demais para o seu nível de experiência. Você vai aprender muito sobre si mesmo ao longo do processo e, ao final, pode acabar se surpreendendo com o resultado”, finaliza.


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