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07.03.2014

Soluções para o comércio exterior


O Diretor de Pós-Graduação da FAE ministrou palestra na FIEP sobre oportunidades e ameaças na internacionalização.
O Diretor de Pós-Graduação da FAE ministrou palestra na FIEP sobre oportunidades e ameaças na internacionalização.
O mercado internacional está cada vez mais competitivo e para conquistar espaço, as empresas e governos devem caminhar juntos na busca por interesses comuns. O assunto foi destacado pelo especialista em comércio exterior e diretor da Pós-Graduação da FAE Centro Universitário, Antoninho Caron, durante o evento de lançamento da 16ª edição do Cadastro das Indústrias do Paraná, que aconteceu na última semana (27), no Campus da Indústria em Curitiba. O material produzido pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN), contém diversas informações sobre mais de 9.500 empresas instaladas no Paraná, servindo como fonte de pesquisa para empresários que buscam ampliar seus negócios dentro e fora do Brasil. Participaram do evento o vice-presidente da Fiep e coordenador do Conselho Temático de Negócios Internacionais, Rommel Barion; o gerente de Relações Internacionais e Negócio Exterior do Sistema Fiep, Reinaldo Tockus; a gerente do CIN, Janet Pacheco, além de empresários paranaenses.

“Os governos devem ser parceiros do empresário e não inimigos. Precisam buscar alternativas e novas soluções junto às empresas e auxiliá-las na conquista do mercado exterior. Hoje temos altas cargas tributárias e essa é uma das ameaças da internacionalização”, disse Caron. Ele destacou que, no mundo atual, todos concorrem com todos pois a economia está aberta e, por consequência, mais competitiva. “Os tributos, as legislações, os financiamentos e as políticas macroeconômicas devem facilitar a vida da atividade empresarial ao invés de ser um obstáculo intransponível”, relatou.

Os acordos bilaterais são pontos que também interferem na internacionalização. No mundo inteiro são mais de 700 acordos vigentes, mas, segundo Caron, nem sempre eles geram negócios. Isso acontece porque os governos fazem acordos, mas não geram privilégios ou benefícios para seus parceiros. “Desta forma os negócios acabam não acontecendo. No Brasil são dois acordos vigentes com a Índia e Israel, além do Mercosul. Precisamos de mais acordos que beneficiem as empresas e os negócios, aumentando sua produtividade e competitividade”, alertou Caron.

Outros fatores que permitem a conquista de espaço no mercado internacional são a capacidade de inovação das empresas, novas tecnologias e redução de custos. Caron acrescentou que existem cerca de 50 países industrializados e esse crescimento impacta na competitividade internacional. “Muitos países que eram apenas compradores, agora também estão vendendo seus produtos e serviços. O consumidor também mudou, ficou mais exigente, mudando a dinâmica do mercado”, disse.

Segundo o especialista, o mundo enfrenta desafios comuns na internacionalização, como a competição de produtos e empresas internacionais e identificação de oportunidades de negócios. No Brasil, além destes aspectos, o que preocupa é a política cambial e os indicadores econômicos, quando comparados com indicadores de outros países, entre eles, taxas de juros e incentivos fiscais.

Caron acrescentou ainda que internacionalizar não é apenas investir no exterior, exportar, mas é produzir com qualidade, produtividade e eficiência para participar do mercado nacional competindo com empresas e produtos do exterior que são comercializados no próprio mercado interno.


Fonte: Agência FIEP.


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