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29.05.2013

FAE recebe segunda edição do Parlons Santé


Evento sobre gestão da saúde foi ministrado pelo vice-presidente da Fehospar, Claudio Enrique Lubascher.
Evento sobre gestão da saúde foi ministrado pelo vice-presidente da Fehospar, Claudio Enrique Lubascher.
A FAE Centro Universitário sediou a segunda edição do fórum “Parlons Santé: Falando sobre gestão da saúde”, na última terça-feira, dia 28, em Curitiba (PR). O público, formado por professores e estudantes da área de saúde e gestores e profissionais de empresas do setor, teve a oportunidade de conferir as novidades do segmento durante palestra ministrada pelo vice-presidente da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Estado do Paraná (FEHOSPAR), Claudio Enrique Lubascher.

O encontro foi iniciado com as palavras de boas-vindas do diretor dos cursos de pós-graduação da FAE Centro Universitário, Antoninho Caron. “A FAE é um templo do saber, que aceita pessoas de diferentes credos e crenças, mas que busca a convergência no desenvolvimento do conhecimento”, disse.

A cerimônia de abertura também foi marcada pelo pronunciamento do idealizador do “Parlons Santé”, o vice-presidente da Câmara de Comércio França-Brasil, e professor do curso de pós-graduação em Gestão em Serviços de Saúde da FAE, Marcelo Iwersen, que revelou planos para as novas edições do evento. “Estamos planejando a realização de, pelo menos, mais duas edições do fórum para este ano, com representantes das áreas da gestão pública e da saúde complementar”, antecipou.

Debate

Durante o encontro, Lubascher disse que o sistema brasileiro de saúde é perfeito em sua concepção, mas que não funciona de maneira adequada devido à falta de financiamento. “Sabemos que o Governo tem se esforçado para melhorar este cenário, mas precisamos melhorar muito a estrutura dos serviços de saúde”, afirmou o vice-presidente da Fehospar.

O aumento da expectativa de vida da população brasileira foi outro tópico que recebeu atenção durante a palestra. Segundo Lubascher, o sistema de saúde brasileiro caminha para a inviabilização, com pessoas mais idosas e doentes. “Este grupo de pessoas permanecerá mais tempo internado no hospital, que, por sua vez, atenderá um número menor de pacientes, refletindo em um menor faturamento”, explicou.

Algumas das soluções apontadas pelo palestrante foi um maior esforço na prevenção de doenças e o investimento das instituições privadas de saúde em novos modelos de remuneração, baseados em pagamentos por performance. “No Paraná, o mercado não remunera de acordo com o investimento dos hospitais. Em termos comparativos, este valor regional atinge apenas um terço da remuneração praticada em São Paulo”, concluiu.



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