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24.10.2012

Professora da Pós é eleita para compor cargo na ONU


A luta pela igualdade de gênero no país ganha um importante aliado, o Grupo Nacional Assessor da Sociedade Civil.
A luta pela igualdade de gênero no país ganha um importante aliado, o Grupo Nacional Assessor da Sociedade Civil.
“Se não trabalharmos as desigualdades, sejam elas, éticas, sociais, financeiras e de gênero, não conseguiremos nos desenvolver como um país verdadeiramente sustentável”. Esta afirmação pertence à professora da Pós-Graduação Renata Thereza Fagundes Cunha, eleita pela Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres Brasil/ConeSul) para compor o seleto Grupo Nacional Assessor da Sociedade Civil no Brasil.

Foram 52 candidatas e apenas 15 escolhidas, a Organização das Nações Unidas (ONU) utilizou um criterioso sistema de avaliação que levava em conta a atuação das candidatas na luta pelos direitos humanos das mulheres e pela igualdade de gêneros. “O objetivo do Grupo é a constituição de um painel especializado que contribuirá no desenvolvimento de políticas para a equidade, que terão repercussão na ONU”, ressalta Renata, que celebra esta forma democrática de alinhar a Sociedade Civil com os projetos desenvolvidos na ONU.

“Estou muito feliz e ciente do desafio. Somos um grupo de especialistas bem diversificado, de várias regiões do país. Será uma forma muito enriquecedora de trabalhar”, afirma. Para ela, o Grupo terá um papel importante nos trabalhos da ONU, pois o país possui grande representatividade na luta pela igualdade. “Todas as selecionadas possuem histórico e forte atuação como feministas” relata. Para a professora, a conquista está intimamente relacionada ao seu trabalho como pesquisadora. “Há muitos anos atuo nesta área. Já desenvolvi várias pesquisas e procuro levar ao mundo acadêmico esta ideologia”.

Renata afirma, ainda, que procura conscientizar seus alunos para levarem este debate para suas empresas. “Estou muito grata pelo espaço que a FAE me proporciona em sala de aula para que eu possa discutir com os meus alunos formas concretas e aplicáveis ao mercado para diminuirmos a desigualdade e lutarmos pelos direitos humanos de meninas e mulheres” finaliza.

Além de professora da Pós-Graduação, Renata é socióloga, mestre em História Social do Trabalho pela Unicamp, consultora em responsabilidade social e coordenadora técnica do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça do Sesi/Senai no Paraná ; coautora da publicação Relações de Gênero na Indústria: metodologia Sesi em prol da equidade, lançada em 2011. Ela também realiza pesquisas e publicação de artigos científicos sobre equidade de gênero enquanto atributo fundamental à sustentabilidade, em congressos nacionais e internacionais.

ONU Mulheres

Em 2010 a Organização das Nações Unidas (ONU) criou a ONU Mulheres com as premissas fundamentais de que as mulheres e meninas ao redor do mundo têm o direito a uma vida livre de discriminação, violência e pobreza, e de que a igualdade de gênero é um requisito central para se alcançar o desenvolvimento.

A FAE parabeniza a professora Renata por conseguir concretizar os ideais  franciscanos na busca pela igualdade.



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