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12.02.2019

Criatividade e empreendedorismo


Como a FAE procura inovar o ensino de olho em um mercado em ascensão
Como a FAE procura inovar o ensino de olho em um mercado em ascensão
Conhecida como o pilar por trás de todo tipo de negócio gerado a partir da criatividade, a Economia Criativa teve seu conceito definido pelo professor inglês John Howkins, no livro The Creative Economy. Hoje, ela gera uma riqueza de R$ 155,6 bilhões para a economia brasileira, segundo o “Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil”, publicado pela Firjan em dezembro de 2016. O mesmo estudo aponta que a participação do PIB Criativo estimado no PIB brasileiro foi de 2,64% em 2015, quando a Indústria Criativa era composta de 851,2 mil profissionais formais. Em todo o Brasil, estima-se que existam mais de 60 mil empreendedores e 6 mil startups, segundo dados da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), que registrou, em 2018, os primeiros unicórnios brasileiros, nome dado às startups que passam a valer mais de US$ 1 bilhão. Feito alcançado, inicialmente, pelo aplicativo de transporte 99 e pela Nubank, que gerencia serviços financeiros, avaliada em mais de U$ 2 bilhões.

Para a professora do curso de Economia Criativa e Empreendedora da FAE Business School, Gina Paladino, a Economia Criativa propõe uma nova abordagem que se insere no domínio da área de serviços com maior valor agregado, pois incorpora cultura e criatividade. “A FAE lançou a pós-graduação Economia Criativa e Empreendedora para alertar os empreendedores e investidores sobre novas oportunidades de negócios em uma área promissora e com perspectiva de rentabilidade alta. Ela se enquadra dentro dos preceitos da Nova Economia que ainda engloba a Economia Colaborativa e o empreendedorismo jovem, em modelos de negócios diferenciados como as startups, que também têm menos burocracia”, acrescenta a professora.

Menos burocracia e mais rentabilidade
Segundo a professora Gina Paladino, a Economia Criativa facilita a vida dos empreendedores e por isso fomenta o mercado para novos negócios no país com algumas premissas simples:
  • Requer um volume de capital menor para a abertura do negócio.
  • Estimula a inclusão social.
  • Incentiva a participação dos jovens.
  • Exige empreendimentos em regime de parceria.
  • Os empreendedores aportam capital financeiro e intelectual no negócio.
  • A parceria se torna uma economia colaborativa.
Empreender com Criatividade
Dentro deste cenário, a startup paranaense Zimobi está revolucionando o mercado de aluguéis ao desburocratizar a ação, eliminando os intermediários. A empresa surgiu quando Eduardo Dória, um dos sócios, cursou pós-graduação em Planejamento e Gestão de Negócios na FAE. “Apenas com a ideia em mente, participei do ‘Epifania’, um programa de aceleração do Sebrae voltado à economia criativa e que ajuda empreendedores a desenvolverem seus negócios de forma economicamente saudável, com base em metodologias ágeis”, conta o empresário.

Desde o seu nascimento, a Zimobi está inserida na economia criativa e, para conviver ao redor de outros empreendedores desse movimento, como designers, programadores, profissionais em marketing digital, começou as operações na Aldeia Coworking – referência nacional. “Foi juntando forças e acreditando que ninguém faz nada sozinho que a Zimobi saiu do papel. Com a contratação de freelancers para várias tarefas, a empresa se desenvolveu durante meses até encontrar um time forte para pisarmos no acelerador.

No semestre passado, eu e meu sócio, Filipe Alarcon, fizemos o Projeto Empresarial da FAE sobre a Zimobi, pois sabíamos que conseguiríamos muita ajuda para uma área em que não tínhamos tanto conhecimento: o marketing. Nós nos unimos a uma aluna da pós, graduada em Publicidade (Laís Laka), para o projeto e melhoramos drasticamente esse setor. Nossa orientadora, Patrícia Piana Presas, foi fundamental para nos guiar durante todo o período e comprovou, mais uma vez, como a FAE se posiciona ao lado do empreendedor”, acrescenta Dória.

Projeto Empreendedor - É uma forma de estimular os alunos a aplicarem na prática todos os conhecimentos apreendidos no decorrer dos cursos. A proposta é o desenvolvimento de projetos a partir da metodologia da resolução de problemas, partindo de necessidades reais de uma empresa. Nesse ponto, o fato de serem desenvolvidos para as empresas dos próprios alunos colabora sobremaneira no olhar empreendedor. “E é esse foco que vai ao encontro da economia criativa, pois é necessário desenvolver um novo modelo de gestão, baseado em habilidades empreendedoras e aplicando-as no negócio que os alunos estão criando. É a união da teoria com a prática de forma real, pois os estudos propostos para o aluno devem ser, efetivamente, aplicados na empresa e apresentados os resultados e as análises. Com isso conseguimos um ambiente favorável para o desenvolvimento de negócios criativos e inovadores”, completa a professora do curso de pós-graduação da FAE, Patrícia Presas.

Novidade - O projeto empreendedor da FAE foi totalmente remodelado. A partir de 2019, os alunos serão orientados e estimulados a criar e desenvolver um negócio inovador que deverá ser prototipado e apresentado, em banca (pitch), para o mercado investidor.

“Nosso objetivo é oferecer aos nossos alunos uma experiência tão significativa que represente uma referência na vida pessoal e profissional deles. Essa pode ser uma oportunidade de futuro ou um grande aprendizado”, pontua José Vicente Cordeiro, diretor da FAE Business School. O diretor ressalta ainda que, além da opção pelo projeto, o aluno pode escolher o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) tradicional ou, ainda, um estudo de caso.

“Nosso sonho é ver renomados profissionais falando: tudo começou na FAE!”, finaliza Claudia Machado, coordenadora do curso de Economia Criativa e Empreendedora.

Esse conteúdo foi publicado no Carreira e Futuro, do G1 Paraná.

Foto: Unsplash


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