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07.05.2018

Qual o futuro da Filosofia contemporânea?


FAE reúne profissionais que atuam em diversos países para debater o tema
FAE reúne profissionais que atuam em diversos países para debater o tema
Repensar o futuro da Filosofia e provocar os alunos e os participantes a pensar em como torná-la importante no cenário social atual para reavaliar grandes questões éticas e políticas, sempre trabalhadas pela área. Este foi o tema da palestra Qual o futuro da filosofia contemporânea?”.

Promovida pelo curso de Filosofia da FAE, contou com o apoio da PUC-PR e reuniu profissionais de diversos países, que atuam no meio acadêmico e que têm uma grande produção e atividade na área para debater o assunto na última sexta-feira (04).

Participaram do bate-papo a Dra. Laura Candiotto, da Edinburgh University (Reino Unido); a Dra. Cristina Bosso, doutora em Filosofia pela Universidad Nacional de Tucumán (Argentina); a Dra. Mirian Donat, professora do Departamento de Filosofia da Universidade Estadual de Londrina; o Prof. Dr. Bortolo Valle, atualmente professor na PUC-PR, na Unicuritiba e na Faculdade Vicentina (Favi); e a Dra. Luciana Teixeira, docente na FAE Centro Universitário.

Para Léo Peruzzo Júnior, professor da FAE, o intuito da palestra foi dar visibilidade à Filosofia feita na Instituição e colocá-la junto às grandes questões e aos grandes autores, além de pensar, e repensar, como essa ciência caminha em uma sociedade de pós-verdade.

“Nesse cenário de pós-verdade, em que tudo parece tão relativo e tão fluido, a Filosofia tem perdido seu espaço. Esse tema proposto passa por três importantes pontos. Primeiro: a Filosofia sempre foi difícil de ser definida pela sua singularidade. Estaria ela restrita apenas à academia? Autores e a própria tradição têm tomado a Filosofia como um processo de reflexão vivo. O segundo ponto é o que se entende como futuro. Para nós, pensadores, o futuro não existe como verdade, é apenas uma construção de nossa gramática e só existe quando se concretizar no tempo. Até que se concretize, só existe como linguagem. O terceiro ponto é questionar se vivemos uma contemporaneidade e o que se entende como contemporâneo, uma vez que apenas o resgate da memória poderá fazer um enfrentamento aquilo que realmente queremos ou desejamos”, aponta.

Foram responsáveis pelo evento os professores Dr. Antonio Joaquim Pinto, Dr. Léo Peruzzo Júnior e Dr. Osmar Ponchirolli.



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