18.08.2026

O que é preciso para conseguir o primeiro emprego?


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Conseguir o primeiro emprego pede preparo e evidências do que você já sabe fazer. Entenda como montar um currículo e se apresentar em seleções.
Conseguir o primeiro emprego pede preparo e evidências do que você já sabe fazer. Entenda como montar um currículo e se apresentar em seleções.

Conseguir a primeira vaga pode parecer difícil quando o currículo ainda não traz empregos anteriores. Para entender o que é preciso para conseguir o primeiro emprego, comece por olhar para o que você já sabe fazer e para as experiências que teve até aqui. A empresa precisa perceber que você consegue aprender a função e assumir responsabilidades, mesmo que ainda não tenha passado por uma contratação formal. O currículo ajuda nesse momento, desde que revele como seus conhecimentos se relacionam com a vaga buscada.

A graduação pode ser um período importante para construir essas respostas. Um projeto acadêmico pode mostrar como você resolve uma demanda. Uma atividade de extensão, por sua vez, pode ensinar a lidar com pessoas e prazos. Quando chega a hora de participar de uma seleção, essas experiências ajudam o estudante a falar sobre si com mais clareza.

A seguir, veja como se preparar para buscar uma oportunidade e mostrar no currículo o que você viveu durante a faculdade.

Afinal, o que é preciso para conseguir o primeiro emprego?

Para conseguir o primeiro emprego, você precisa ter uma direção e mostrar que se preparou para a oportunidade. Isso pode vir do curso que está fazendo. Também pode aparecer em uma habilidade útil para a vaga ou em uma experiência que revele como você trabalha.

Em uma seleção de entrada, a pessoa recrutadora quer entender se você atende aos requisitos básicos e se demonstra disposição para aprender. Por isso, uma candidatura inicial funciona melhor quando mostra com honestidade o que você domina e qual área pretende conhecer melhor.

Formação e conhecimento na área desejada

A graduação cria uma base que ajuda o estudante a compreender as exigências da área escolhida. Ao mencionar uma disciplina, um software ou uma certificação, explique por que aquele conhecimento é útil para a posição desejada.

Quem estuda Administração, por exemplo, pode citar uma atividade em que analisou custos. Já um aluno de Design pode apresentar um projeto visual desenvolvido para uma demanda concreta. O importante é relacionar o aprendizado ao tipo de trabalho que procura.

Na FAE, a Extensão Universitária coordena Disciplinas Labs e projetos extracurriculares. Na Agência Talento, alunos de Publicidade trabalham para clientes reais. A Officio Design desenvolve projetos orientados por professores. A PsicoFAE e o Núcleo de Prática Jurídica oferecem experiências supervisionadas voltadas à comunidade.

Habilidades técnicas e comportamentais

As hard skills são conhecimentos que podem ser aprendidos e demonstrados, como o uso de planilhas ou de uma linguagem de programação. Já as soft skills dizem respeito à forma como você atua no trabalho, envolvendo comunicação e organização, por exemplo.

Em vez de apenas afirmar que é comunicativo, procure contar em que situação essa habilidade apareceu. Se você apresentou um trabalho para a turma, explique como organizou a exposição. Isso permite que quem avalia o currículo entenda como você usou essa habilidade e o que conseguiu fazer com ela.

Alguma experiência prática para apresentar

Experiência prática é toda situação em que você precisou assumir uma responsabilidade e entregar algo. Ela pode surgir em uma empresa júnior. Também pode aparecer em uma ação voluntária que exigiu organização.

No currículo, explique qual era a demanda e o que ficou sob sua responsabilidade. Uma experiência curta pode dizer bastante sobre você quando é descrita com precisão. O próprio LinkedIn orienta estudantes a incluir projetos de pesquisa, iniciação científica e trabalhos acadêmicos quando eles ajudam a demonstrar experiências relevantes para seus objetivos profissionais.

É possível conseguir o primeiro emprego sem ter experiência profissional?

Sim. Projetos e vivências que aconteceram fora de uma contratação formal também ajudam a mostrar ao recrutador como você aprende e lida com compromissos. O desafio está em apresentar essas experiências de um jeito que faça sentido para a vaga.

Evite aumentar atividades que foram pequenas ou inventar informações. Quem está começando não precisa parecer alguém com anos de mercado. Precisa demonstrar interesse pela área e capacidade de evoluir quando recebe uma oportunidade.

Quais experiências podem substituir a experiência profissional no início da carreira?

Uma monitoria pode demonstrar domínio de um assunto e disposição para ajudar outros estudantes. O trabalho voluntário revela como você participou de uma iniciativa com propósito coletivo. Já a participação em uma empresa júnior pode mostrar que você teve contato com demandas de clientes. Um intercâmbio universitário também pode mostrar como você se adaptou a uma realidade acadêmica diferente.

Essas experiências são importantes porque ajudam a demonstrar o que você aprendeu com elas. Escolha uma situação específica e descreva o que ficou sob sua responsabilidade. Depois, explique de que forma essa vivência se relaciona com a vaga que procura.

Como transformar projetos da faculdade em experiência para o currículo?

Dê um nome claro ao projeto e explique o problema que ele buscava resolver. Em seguida, mostre qual foi sua participação. Se usou alguma ferramenta ou chegou a uma conclusão relevante, inclua essa informação.

Em vez de registrar apenas “Projeto de Marketing”, você pode escrever: “Em grupo, analisei as redes sociais de uma pequena empresa e apresentei uma proposta de conteúdo usando Canva”. Só inclua algo que consiga detalhar durante uma entrevista.

Você pode criar uma seção chamada “Projetos acadêmicos” ou “Atividades acadêmicas relevantes”. Informe o período em que a atividade ocorreu e cite a instituição envolvida. Se houver um material disponível on-line, inclua o link. Se o projeto gerou algum resultado ou aprendizado específico, mencione-o. Prefira verbos que deixem clara sua participação, como “desenvolvi” ou “participei”. Esses detalhes ajudam quem avalia o currículo a entender a relevância daquela experiência para a vaga pretendida.

Como fazer um currículo para conseguir o primeiro emprego?

O currículo de quem está começando precisa ser curto e fácil de ler. Ele deve permitir que o recrutador identifique seu objetivo profissional e encontre evidências do que você já desenvolveu.

Se a sua história ainda é breve, uma página costuma ser suficiente. O documento funciona melhor quando cada informação tem relação com a oportunidade para a qual você está se candidatando.

A seguir, veja quais dados e experiências merecem aparecer nesse primeiro currículo.

Apresente suas informações essenciais

Comece com seu nome e a cidade em que mora. Logo abaixo, inclua um telefone e um e-mail que você acessa com frequência. Em seguida, escreva um título ligado ao objetivo, como “Estudante de Sistemas de Informação com interesse em estágio em desenvolvimento”.

Evite usar um objetivo amplo demais, como “em busca de uma oportunidade”. Quem lê precisa entender em qual área você quer iniciar.

Dê espaço à graduação e aos projetos

Informe o curso e o semestre atual. Acrescente a instituição e a previsão de conclusão logo depois. A partir daí, apresente os projetos que melhor mostram sua relação com a vaga.

Cursos complementares podem entrar nesse espaço quando forem pertinentes. Um curso rápido de Excel, por exemplo, é relevante para uma vaga que pede domínio de planilhas.

Adapte o currículo antes de enviar

Antes de se candidatar, volte ao anúncio da vaga. Se a empresa pede conhecimento em uma ferramenta que você já utilizou, deixe essa informação visível. Quando uma atividade não tiver relação com a oportunidade, ela pode ficar de fora.

Quem estuda ou já estudou na FAE conta com o Núcleo de Empregabilidade (NEP), que oferece orientação para primeiro emprego ou estágio. O núcleo também orienta na revisão de currículo e no posicionamento no LinkedIn.

O que colocar no LinkedIn para conseguir o primeiro emprego?

O LinkedIn funciona como uma apresentação profissional mais completa que o currículo. Quem analisa seu perfil pode encontrar projetos e informações sobre a área em que você quer entrar. Portanto, mantenha o conteúdo atualizado.

  • Foto e capa: use uma foto atual em que seu rosto esteja visível. A capa pode ser simples.
  • Título profissional (headline): indique o curso e a área desejada, como “Estudante de Administração | Interesse na área financeira”.
  • Seção “Sobre”: resuma a área que quer conhecer e o que vem aprendendo.
  • Graduação: informe seu curso e a previsão de conclusão.
  • Projetos: destaque os trabalhos mais relevantes.
  • Cursos e competências: inclua cursos e competências técnicas ou comportamentais que tenham relação com a área escolhida.

Caso esteja procurando estágio ou uma vaga inicial, o próprio perfil permite indicar os cargos e os locais de interesse.

Vale a pena usar o LinkedIn enquanto ainda estou na faculdade?

Sim. Criar o perfil durante a faculdade permite registrar experiências aos poucos, enquanto elas acontecem. O próprio LinkedIn recomenda que estudantes incluam projetos de pesquisa ou de classe, especialmente quando eles comprovam conhecimentos relevantes para os objetivos profissionais.

Você pode acompanhar empresas da área que pretende seguir e observar como elas descrevem as vagas. Isso ajuda a entender quais conhecimentos aparecem com mais frequência. Depois de participar de um evento, envie uma solicitação de conexão para a pessoa com quem conversou e lembre, em uma frase, em que ocasião vocês se conheceram. Assim, o contato dá continuidade a uma conversa que já aconteceu.

Estágio é uma boa forma de conseguir o primeiro emprego?

O estágio é uma boa porta de entrada porque coloca o estudante diante de situações reais de trabalho enquanto ele ainda está no curso. A Lei n. 11.788/2008 define o estágio como um ato educativo supervisionado, voltado à preparação para o trabalho produtivo.

Para que seja regular, a lei exige matrícula e frequência do estudante. Também exige um Termo de Compromisso firmado com a instituição de ensino e a parte concedente. As atividades previstas precisam ter relação com o curso. No ensino superior, a jornada pode chegar a seis horas diárias e trinta horas semanais. Quando o estágio não é obrigatório, a empresa deve oferecer bolsa ou outra forma de contraprestação, além de auxílio-transporte.

Essa experiência permite que o aluno conheça melhor a rotina da área enquanto ainda está estudando. Quando participa de uma seleção posterior, ele também passa a ter situações de trabalho para contar.

Qual é a diferença entre estágio e primeiro emprego?

Na linguagem cotidiana, primeiro emprego costuma se referir à primeira contratação profissional. O estágio tem uma finalidade educativa e precisa estar ligado ao curso do estudante, com acompanhamento da instituição de ensino e da parte concedente.

Por isso, são experiências distintas. Quando a primeira contratação ocorre pelo regime CLT, há registro em carteira e os direitos trabalhistas aplicáveis, como férias remuneradas e 13.º salário. No estágio não obrigatório, a bolsa e o auxílio-transporte são obrigatórios. O estudante que permanece um ano na mesma organização tem direito a trinta dias de recesso, preferencialmente durante as férias escolares.

Ainda assim, o estágio pode ajudar a tornar a transição para uma contratação efetiva mais concreta, já que o estudante passa a ter situações profissionais para apresentar.

Quando começar a procurar estágio na faculdade?

Comece observando as vagas desde os primeiros semestres. Isso ajuda você a entender quais conhecimentos são pedidos e o que pode desenvolver ao longo do curso.

O momento de se candidatar depende das regras da graduação, da sua disponibilidade e do que a vaga exige. Quando você já consegue explicar o que tem aprendido e por que se interessa pela área, vale começar a buscar.

Como conseguir um estágio sem experiência?

Use sua vivência acadêmica como evidência. Se participou de um projeto, explique o que fez. Caso tenha aprendido uma ferramenta no curso, mostre como a utilizou em uma entrega.

Durante a entrevista, fale sobre uma situação real. Conte o que precisava ser feito e explique qual foi sua participação. Isso ajuda quem está avaliando sua candidatura a entender como você atua quando recebe uma responsabilidade.

Como fazer networking para conseguir o primeiro emprego?

Networking é a construção de relações profissionais com troca e interesse genuíno. Ele começa, muitas vezes, em uma conversa com um professor sobre uma área ou no contato com colegas que estão procurando estágio.

Eventos também ajudam porque criam um assunto em comum. Depois de uma palestra, você pode comentar uma ideia apresentada e fazer uma pergunta específica. Esse tipo de conversa é mais natural do que pedir uma indicação a alguém que ainda não conhece seu trabalho.

Também ajuda avisar familiares, amigos e pessoas próximas de que você está procurando oportunidades. No LinkedIn, mantenha o perfil atualizado e acompanhe profissionais ou empresas da área que pretende seguir. Quando uma publicação tiver relação com algo que você estudou, um comentário bem pensado pode abrir espaço para participar da conversa.

O que fazer durante a faculdade para aumentar a empregabilidade?

A empregabilidade cresce quando o estudante passa a fazer escolhas que ajudam a revelar seus interesses. Em um semestre, você pode entrar em um projeto ligado à área que quer conhecer. Quando a atividade termina, registre o que aprendeu e atualize seu currículo.

Também é útil acompanhar vagas antes de precisar delas. Dessa forma, você entende quais ferramentas aparecem com frequência e pode escolher melhor os cursos complementares que fará.

Quanto tempo leva para conseguir o primeiro emprego?

Não existe um prazo certo para conseguir o primeiro emprego. O tempo varia conforme a área escolhida e muda de acordo com as oportunidades disponíveis no momento.

Se você envia candidaturas e não recebe retorno, revise o currículo primeiro. Depois, observe se está buscando vagas compatíveis com o seu momento. A preparação para as entrevistas também pode precisar de ajustes.

Comece a construir sua entrada no mercado

A entrada no mercado de trabalho tende a ficar mais próxima quando o estudante consegue mostrar, com exemplos, o que já aprendeu e como pode contribuir. A preparação começa antes de uma vaga aparecer, enquanto você participa de projetos, observa oportunidades e entende melhor a área em que deseja atuar.

Na FAE, o Núcleo de Empregabilidade oferece orientação para primeiro emprego ou estágio. Há também revisão de currículo e apoio para posicionar o LinkedIn. Conheça os cursos de graduação da FAE e comece a planejar essa preparação desde o início da vida universitária.

Perguntas frequentes sobre primeiro emprego

O que o RH olha antes de contratar?

Isso varia conforme a vaga. Em posições de entrada, costuma ser importante atender aos requisitos básicos e demonstrar coerência entre o currículo e o que você conta na entrevista. A postura durante o processo também ajuda a mostrar como você se comunica. 

Quem tem direito ao primeiro emprego?

Qualquer pessoa pode se candidatar quando atende aos requisitos da vaga. Para adolescentes e jovens de 14 a 24 anos, a Aprendizagem Profissional é uma modalidade de contratação específica. Para pessoas com deficiência, não há limite máximo de idade nesse programa. 

Como conseguir o primeiro emprego rapidamente?

Não há um caminho que garanta contratação imediata. Você pode tornar a busca mais objetiva ao escolher vagas compatíveis com seu perfil e adaptar o currículo antes de cada candidatura. 

Qual é a profissão mais fácil de arrumar emprego?

Não existe uma profissão que seja mais fácil para todas as pessoas. A oferta de vagas muda conforme a região e o momento do mercado. Procure áreas que tenham relação com seus interesses e prepare-se para as funções de entrada delas.



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