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05.02.2020

O papel das universidades na construção de cidades mais humanas e sustentáveis


Cabe à academia gerar o conhecimento e formar os agentes responsáveis por mudanças significativas e transformadoras
Cabe à academia gerar o conhecimento e formar os agentes responsáveis por mudanças significativas e transformadoras
O termo smart cities vem ganhando cada vez mais popularidade desde que Curitiba passou a se destacar em rankings sobre o tema. Segundo a Connected Smart Cities, a capital paranaense é a cidade mais inteligente do Brasil e está entre as seis mais inteligentes do mundo, de acordo com o World Smart City Awards 2019, que julgou as iniciativas do Vale do Pinhão, projeto público desenvolvido pela Agência Curitiba, entre os seis melhores do mundo. Mas o que leva uma cidade a ser considerada inteligente? Quem pode ajudar a desenvolver a inteligência de uma cidade?

 A cidade é considerada inteligente quando promove qualidade de vida à população. Os responsáveis em promover o bem-estar da comunidade são as organizações, públicas e privadas, a academia, por meio da produção de conhecimento nas instituições de ensino (da educação de base ao ensino superior) e a sociedade civil. Parece simples, não é mesmo? E pode ser! Basta que haja união entre os envolvidos, espaço para ter ideias e concretizá-las, desburocratização de processos e transparência, partindo do princípio de que a cidade deve ser sustentável, resiliente e justa para o usuário. Ou seja, para os moradores e todos aqueles que usufruem da cidade, direta ou indiretamente. Construir uma cidade melhor é responsabilidade de todos e envolve uma série de aspectos: mobilidade urbana, arquitetura, saúde, educação, meio ambiente, desenvolvimento social e econômico, entretenimento...

“As melhorias devem considerar o todo. O centro da cidade não comporta todo mundo, então é preciso criar possibilidades descentralizadas. O poder público é o principal fio condutor capaz de viabilizar e concretizar projetos inteligentes, colaborando com a mudança na maneira de ver e pensar da comunidade”, pontua Gustavo Comeli, professor de Políticas Públicas para Inovação, do curso de Transformação Digital de Negócios da FAE Business School. Segundo ele, “é dever do sistema unir todas as pontas envolvidas estimulando a produção do conhecimento, a cocriação e o compartilhamento de ideias e projetos que saiam do papel e transformem as cidades e os cidadãos”, observa.

Tecnologia como meio, colaborando com a mudança na maneira de ver e pensar da comunidade.

Era digital
O ritmo ditado pela era digital, representada em grande número pelas startups, vem alterando o curso tradicional dos processos. A agilidade, a capacidade de adaptação, a valorização do erro como aprendizado, os ciclos mais curtos, a maneira mais transparente de atuar, a criação descentralizada e o compartilhamento de conhecimento vêm imprimindo uma nova velocidade às mudanças. O comportamento do consumo da era 4.0 também é diferente. O consumidor da era digital considera facilidades que valorizam o tempo, a segurança e a sustentabilidade, eixos ditadores mandatários na decisão de compra.

Nesse sentido, a produção de conhecimento, a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias focadas em facilitar o dia a dia vêm ganhando protagonismo e espaço na rotina das cidades e na vida dos cidadãos.

O papel das universidades
Pensando nos desafios impostos pela era digital, o papel das instituições de ensino também se ressignificou. Cabe às escolas gerar o conhecimento e formar os agentes responsáveis pelas mudanças. Nos corredores das universidades, devem nascer projetos capazes de transformar e facilitar a vida nas cidades. As instituições devem promover discussões que culminarão em soluções e devem formar profissionais capazes de protagonizar a mudança.

“Como parte importante nesse processo, as instituições devem estar em constante movimento. É nosso dever fazer conexões e aproximar nossos alunos de tudo o que acontece ao redor do mundo, além de capacitá-los para serem atores importantes na construção de cidades voltadas aos cidadãos e às futuras gerações”, pontua José Vicente Cordeiro, diretor da FAE Business School. Ele reitera a importância de manter-se atualizado, firmando parcerias que complementem a expertise da FAE. “Nossas portas estão sempre abertas, compartilhando conhecimento e cocriando com agentes que protagonizam a construção de um mundo mais justo, sustentável e feliz”, destaca.

A FAE cria conexões importantes que a mantêm ativa no ecossistema de inovação como protagonista de diversos processos de transformação das cidades. São parceiras da instituição universidades importantes e globais como as americanas Siena College e Baldwin Wallace University, as europeias EU European Business School (Espanha) e Nova (Portugal), organizações que, assim como a FAE, são membros ativos no ecossistema. A FAE também pratica inovação aberta com o mercado. Empresas como a Renault e o Distrito Spark CWB, hub de inovação que está situado no prédio da FAE Business School, promovem intercâmbio de conhecimento e cocriam com a instituição. “Além das conexões, em 2019 foi inaugurado o FAE LAB, um prédio de laboratórios construído de acordo com padrões internacionais de aprendizado; já foram realizadas duas edições da Workatona, maratonas acadêmicas que visam à resolução de um problema real, além de imersões internacionais, palestras com profissionais de ponta e a recente parceria que transformou a FAE na local host partner da SingularityU Curitiba Chapter”, descreve o diretor.

Transformação Digital e mudança de mindset
Em novembro de 2019, a FAE Business School promoveu um evento sobre métodos exponenciais e transformação digital, que consolidou a parceria com a Singularity University, tornando-se local host partner da instituição americana. O objetivo é identificar gargalos nas organizações e no ecossistema de inovação locais, com o intuito de estimular a mudança por meio de métodos exponenciais. A parceria terá também a missão de empoderar e fornecer ferramentas para que as pessoas sejam agentes efetivos e protagonistas dessa mudança, incluindo a transformação digital de empresas e a mudança do mindset de gestão.

Serão criadas torres de conhecimento, responsáveis por identificar lacunas e traçar diagnósticos, que permitirão o desenvolvimento de capacitações específicas, com o objetivo de desenvolver soluções, baseadas nas técnicas inovadoras da instituição nascida no Vale do Silício, berço da inovação, da disrupção e da criatividade, que está sediada dentro da Nasa e tem foco na resolução de problemas globais.

Esse conteúdo foi publicado no Carreira e Futuro, do G1 Paraná.

Imagem: Shutterstock



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